ANIMAIS E SUA GENTE

A visão muito louca dos Animais e suas Histórias com seus Humanos.


por Ana Barbieri

LUCY E AMORA

"Somos duas porquinhas da índia de 4 anos, chegamos quase juntas mas temos personalidades totalmente diferentes. Todos os dias, saio de rolê pela varanda, enquanto a Amora fica deitada exercitando sua preguiça. Tenho acesso por toda a casa, mas gosto mesmo de ficar tomando sol na varanda, a melhor hora do dia fora essa, é quando assistimos TV no sofá com nossos humanos. Agora chega de papo, porque eu vou na cozinha buscar minha escarola."

30/09/2017 Jardim Londrina


por André Debevc

ZÉ E CHICO

" Gato é foda. Meu Humano-pai sempre disse isso. Dizia antes mesmo de eu existir. Mas minha Humana-mãe nunca acreditou. Nem ligava. Aí um dia ela recebeu da Tia-Humana-Dani uma foto minha, filhotinho, com meu pelo todo cinza pra adoção. E caiu na besteira de mostrar pro meu Humano-pai. Na hora meu Humano-pai disse: - esse é o gato Zé, ele vai ser nosso. Minha Humana-mãe não comprou muito a ideia. Riu sem mostrar os dentes. Semanas depois, mais uma foto e uma visitinha rápida. E no fim de um domingo de fevereiro, eu saía da casa da Tia-Humana-Dani e oficialmente adotava aqueles dois Humanos como meus. Meu nome Zé é em homenagem ao avô do meu Humano-pai. Nome oficial. Porque chamar mesmo, me chamam de um monte de coisas. Kimbinho, Cinzone, Massudón, Josiwald, e por aí vai. Cheguei bem comportado e quietinho. Mal abria a boca no início. Dormia numa caixinha com almofada vermelha. Não tinham se convencido da ideia de me deixar dormir na cama com eles. Fazer o que? Bom…pelo menos pra isso a chegada do magrelo tigrado serviu. Nem um mês de reinado sozinho na casa eu tive. Acho que foram só três semanas. Números de Humanos são confusos, sempre me perco na conversão. Trouxeram o Chico (o magrelo tigrado) com a desculpa de que eu precisava de um irmão. Vira-lata também. Claro que a gente se estranhou por alguns dias. Passou. E hoje até que eu acho bom ter alguém da minha espécie com quem conviver. Para dar uns corres pela casa juntos. Ajudar a lavar atrás da orelha. Dentro da orelha. Principalmente quando esses Humanos saem por uns dias. E até que esse Chico (também chamado de Francisco, Chispito, Alarmito, Tigrelo…) é bacana. Mas o moleque fala, hein? miar e ronronar, quer dizer. Alguém tinha que fazer isso nessa casa né? Eu que não ia fazer. Acho desnecessário esse negócio de miar. Clichê. Deixa pros aprendizes. Os nossos Humanos já fazem tudo que a gente quer sem a gente abrir a boca mesmo, imagina se eu ainda abrisse a boca pra mandar… Meu Humano-pai já tá aprendendo a se comunicar com a gente até telepaticamente. Daqui a pouco a gente treina a nossa Humana-mãe. Humana que nem ligava pra gato. Hoje morre de saudade se fica longe. Gato é foda. Meu Humano-pai que estava certo. Mais tarde vou ali dar uma cabeçadinha nele. Chico, cola aí que os nossos Humanos estão precisando! "

09/05/2017 Vila Mariana


por Zé Mangini.

PIPOCA

" Meu nome é Pipoca Sonic e cheguei na casa dos meus Humanos na Páscoa de 2013. Foram os meninos Humanos que escolheram o meu nome. Minha Humana me colocou escondido no meio dos ovos no jardim. E foi uma farra quando os meninos me viram! Quando minha Humana está tomando o café da manhã, fico embaixo da mesa, lambendo o pé dela. É uma delícia. Quando ela aparece de meias, eu não gosto e faço de tudo para ela tirar. Prefiro os pés dela livres, para eu ficar lambendo. Acho que é fetiche. Como muita ração e uns pedaços de frutas que meus Humanos dividem comigo. Gosto muito de cenouras para roer, mas a minha Humana não libera por causa do açúcar. Ela fica me dando abacaxi que é azedo. Mas misturado com bananas, fica bom. Adoro também comer grama e plantas. Fico soltão pela casa e neste jardinzão. Sou temperamental, de personalidade forte. Me imponho mesmo. Não tenho medo de nada e só faço o que quero. Mordo os Humanos Machos. O cara que cuida da piscina, então! Ele tem medo de mim. E eu me divirto com isso. Mordo e não solto mesmo. Esta casa é muito movimentada. Tem muita gente que entra e sai. Fico meio invocado com isso. O meu Humano também gosta de mim, mas ele é macho e eu tenho que me impor. Um dia a minha Humana tava muito triste e sozinha. Fiquei ao seu lado até ela melhorar. Lamber é o meu jeito de dizer que amo muito ela. Eu fico sempre grudado na minha Humana, debaixo da cadeira ou enquanto ela toma banho. Sempre que ela me chama, vou correndo. Mas só quando ela chama. Para os outros eu não dou bola não! Na última Páscoa, comi um monte de ovos que estavam escondidos no jardim. Não deixei pra ninguém! Quero ver o que eu vou aprontar nesta Páscoa que está chegando. ..."

11/03/2017 Jardim Paulistano


por Zé Mangini e Shi Soares por Ana Barbieri.

XIS

" Aquela minha dona é pirada! Me aperta, me aperta, me aperta... me beija, me beija, me beija... umas 50 mil vezes por dia. E vocês acham que eu não gosto? Até parece! Meu nome é Xis! Sou um lhasa apso de 6 anos! Estou super em forma! Contaram pra minha Humana que os lhasas eram cachorros de monges tibetanos... será? Não duvido! Tenho um lado super zen que só pode ter vindo do Oriente. Ah e sabia que o nome dado pela minha Humana foi para ficar parecido com o dela? Ela fala que somos uma dupla perfeita e eu fico todo, todo!!! Aliás, sou um cão exemplar: bem comportado, fofo, um buda de tão quietinho e agradável. Mas eu também tenho meus momentos de raiva e loucura! E quer saber? Sou implicante que nem minha Humana! Aqui no bairro da Vila Mascote, zona sul de São Paulo, eu sou o rei da rua! Tamanho me falta, mas ousadia eu tenho de montão. Vou sempre na varanda latir para os cachorros da vizinhança e nessas horas, minha dona me chama de velha fofoqueira que fica pendurada na janela olhando o movimento, sabe? Ah, e tem uma coisa que eu faço que ela adora, morre de rir: eu sempre brigo e começo a latir loucamente para todo e qualquer bicho que aparece na TV de casa. Aí ela fica com aquela cara se perguntando: como ele consegue saber? Oras bolas, eu sou um super cão! Sabe uma história legal com a minha Humana? Ela sempre conta pra todo mundo que me levou pra casa, porque eu pareço um "ewok" do filme "Caravana da Coragem", e ela era apaixonada por esses bichinhos. As crianças do tempo dela devem se lembrar... Costumo dizer que nossa relação foi amor à primeira vista, sabe aquela conexão única, espiritual mesmo? Eu sabia que tinha que ser da minha Humana. Quando eu estava lá no pet shop sem eira nem beira e disseram pra ela que ninguém queria me levar, porque eu sou pretinho, ela arregalou os olhos, me abraçou e me levou pra casa na hora! Sem dúvida alguma, já estava escrita a nossa união… é muito amor envolvido gente! ..."

22/12/2016   Vila Mascote


por Teresa S. Veiga.

Nina

" Cheguei ainda pequena naquela casa que nunca tinha havido um animal. Nem sabiam como me chamar! Mas uma das Humanas, me achou tão bonitinha e pequenina que resolveu me dar o nome de Nina..isso, de menina pequenina! Atendi na hora, afinal, eu era mesmo tudo isso! E ficou! Sempre fui muito amada, acho até que meus Humanos precisavam mais de mim do que eu deles. Fizemos então uma família ótima! Nunca fui de aprontar muito, mas adorava passear aos Domingos com o Humano Paizão... sair por aí fuçando tudo. Comidinha de primeira da Humana Mãezona... preparava tudo com tanto carinho, tanto esmero! Por isso mesmo eu sempre fui muito bonita. Sim, fui muito amada, mas amei muito também! Tanta coisa para recordar. Lembro de uma vez que uma das Humanas Meninas, a que me deu o nome, chegou triste para valer em casa. E só eu estava lá. Lembro que ela chegou, me fez carinho e ficou ali, no chão, sentada..chorando. O que eu podia fazer? Nunca tinha passado por isso antes... Então fiz o que podia. Fui lá, dei uma lambidinha de leve no rosto e sentei do lado dela, fazendo companhia...até ela se sentir melhor! Parece que funcionou, porque ela sempre me contava como gostava de mim! O problema foi o tempo passando e eu ficando velhinha, até que precisei visitar São Francisco. E ele me pediu para ficar lá, ajudando um pouco. Como se fala não para o Sanfra? Fui e fiquei...mas nunca esqueci essa família...aliás, lembro dela sempre e continuo amando cada um!."

Texto por Teresa S. Veiga Edição por Zé Mangini Imagem da Nina, tratada por Teresa S. Veiga

17/02/2017


por Ana Barbieri.

Alys

" Sou a Alys, tenho esse nome em homenagem a um jogo de vídeo game, que meus Humanos jogavam quando eram crianças. Assim como eles, gosto mesmo de ficar em casa. No início dos meus passeios pela rua sempre arrumava um jeito de escapar e voltava correndo sozinha para a frente da portaria do prédio. Uma vez nem sei bem como, fui parar sozinha no elevador, fiquei uns 10 minutos subindo e descendo até que uma vizinha me viu e avisou o porteiro. Tenho mania de limpeza, ainda bem que sou uma Samoieda, e a sujeira não gruda nos meus pelos. Quando se trata de outros cachorros nem chego muito perto, mas em compensação adoro Humanos. Aqui, me sinto parte da família. Tem muito amor envolvido...."

25/11/2016 Jardim da Saúde


por Ana Barbieri.

Taya, Cissa e Tito

" Nós três fomos adotados, eu e a Taya, numa tacada só, e agora veio o carioca Tito. Quando eu era pequena passei muita fome, e por isso não cresci muito, mas tamanho não importa, porque sou eu que mando no pedaço. Nossa Humana é bastante carinhosa, delicada, introspectiva e cuida muito bem da gente. Nós, em contrapartida, também cuidamos muito bem dela. Ela nos trouxe juntas para não nos sentirmos sozinhas, mas na real é a gente que faz companhia pra ela. Nossa Humana nos chama de -as crianças. Passamos o dia todo com saudades esperando ela chegar em casa, e quando ela entra pela porta, é o melhor momento do dia. ..."

22/11/2016 Consolação


por Zé Mangini e Luciana Guerra por Maurício Tibiriçá.

CAMPAGNOLO

" Meu nome é Campagnolo, mas me chamam de Campa. Esse nome é de marca de bicicleta porque meu Humano é colecionador de bikes. Pode isso? Parece que eu nasci em um dia chamado “Natal”. Quando olhei para minha Humana e senti o cheirinho dela, me apaixonei. Aqui em casa, quando cheguei, estava apavorado, mas conheci o Humano filho mais velho, que cuidou de mim. Ele é muito legal. Depois conheci uns mini-Humanos-filhos que faziam parte da família. Nossa, quanta gente nesta casa! Eu amo meias !!! Comi muitas. E comi umas outras coisas também que eles chamam de sofá e também umas coisas que eles chamam de almofadas. Essas são bem fofinhas. Minha Humana fica brava comigo, mas não adianta, eu sou enlouquecido por ela e até acho ela bem parecida comigo. Eu adoro dormir no colo quentinho dela. Gosto de um troço chamado brócolis, é sensacional!!! Uma vez peguei no fogão uma panela inteira desse negócio. Minha Humana ficou louca comigo, mas não é minha culpa…quem manda eu ter esse narigão? Quando eu apronto, que é quase sempre, me escondo debaixo da mesa e disfarço, faço cara de coitado para não me darem bronca. Sempre que os mini-Humanos-filhos chegam, faço muita festa com eles. Adoro lamber os pés do menor e me derreto com a minha mini-Humana-filha, que me abraça e fala que minhas orelhas parecem uma coisa chamada “veludo”? Um ano depois que eu cheguei aqui, meus Humanos trouxeram para dentro de casa, uma gata peluda! Tive muito medo!!! Ela me batia sempre. Como pode? Eu sou o cachorro aqui! O nome dela é Pinarela. Pina. Outra marca de bicicleta. Detesto quando ela fica ronronando no colo da minha Humana, vou logo dando um chega para lá e corro atrás dela, mas a gata Pina é muito rápida e sempre foge para um lugar muito alto. Impossível! Um dia eu pego ela! Sou um mimadão, minha Humana me ama muito, meu Humano brinca comigo todos os dias e meus Humanos-filhos sempre me dão comida! De vez em quando penso que sou um Golden. Eles ficam imitando a minha voz, tipo dublagem de desenho animado. Adivinham tudo o que eu penso. Amo minha família! A gata Pina só um pouco! ..."

14/12/2016   Brooklin


por Zé Mangini.

Snowball

" Eu fui resgatada de um depósito sujo e abandonado. Quando fui encontrada com os meus irmãos pela tia Luisa, eu estava com o meu braço esquerdo completamente esmagado. Tinha caído umas madeiras em cima de mim e doía muito. Depois que a minha salvadora me levou daquele lugar, fomos visitar uma médica, que me colocou um gesso horrível no braço. O pessoal achava fofo. Eu nem conseguia andar direito. Muito menos fazer bagunça. Depois fiz algumas cirurgias para melhorar mais ainda. Foi na casa de praia da minha tia Luisa, que eu conheci meus Humanos. Na hora eu olhei para eles e já sabia que alguma coisa ia mudar. Aí, um moleque lindo demais me pegou no colo bastante sem jeito. A partir daquele momento minha vida ficou completamente diferente. Me apaixonei. A minha Humana me levou pra casa dela e começou a cuidar de mim. Como ela faz carinho gostoso! Meu Humano fala isso também! Logo na primeira noite, me colocaram na cama deles. Eu era bem pequenininha. Hahaha, me mostraram o caminho e nunca mais saí de lá... Até hoje começo a dormir no meio dos dois, bem quentinha. Quando vem o moleque no meio da noite eu pulo fora porque não quero tomar empurrão dele. Ele se mexe muito dormindo. Não desgrudo mais desse pessoal que virou a minha família. Na nossa casa tem um monte de sofás para eu dormir. Na nossa casa tem franguinho grelhado. Na nossa casa tem ossinhos deliciosos. Na nossa casa tem a moça que faz fisioterapia em mim. Na nossa casa tem muito cafuné. E quando não tem, fico latindo sem parar. Minha Humana, fica falando comigo com uma voz muito engraçada e me conta tudo o que ela faz no dia. E conta as coisas dos outros Humanos também. Cada uma, viu? Mas é quando o moleque chega da escola que eu saio correndo para a gente brincar. Aí a casa fica um loucura !!! Assim que eu gosto! Todo mundo junto no meio da bagunça. Que delícia! ..."

16/11/2016   Paineiras do Morumbi


por Ana Barbieri.

Hachi e Siva

" Minha Humana me viu pela primeira vez da janela de um ônibus, desceu no próximo ponto e veio correndo me adotar! Nem preciso dizer que foi amor à primeira vista. Ela diz que é uma conexão qualquer e que não consegue explicar. Eu já tinha sido adotada e devolvida, por isso, às vezes bate uma insegurança e quando me vejo sozinha grito feito uma louca porque acho que vão me abandonar. Após um ano, já costumada no meu novo lar, fui obrigada a dividir meu espaço com o Siva. Um outro gato, só que gordo, folgado, e pentelho, com a personalidade de um cachorro e ainda por cima com um grave problema de aerodinâmica. Ele não tem rabo e pesa tanto que quase não consegue pular. Rsrsrs. Bati bastante nele mas hoje até dormimos juntos. O que me conforta é que minha Humana é mais parecida comigo: é muito educada e um tanto carente. Não dá confiança para quem não conhece, mas é apegada às pessoas mais próximas. Toda delicada, meiguinha, bem menininha. E também é uma louca que, se deixar, troca o dia pela noite! Praticamente uma de nós! ..."

30/10/2016   Vila Prudente


por Ana Barbieri e por Adriano Cavalcanti.

CHICO E BARTHÔ

"Meu nome é Chico, fui um desejo de ano novo dos meus Humanos realizado! Eles pediram um cachorro bem lindo e bonzinho. Só podia ser eu. Reinava como filho único até o Barthô chegar. No começo foi um caos, eu não entendia o que aquele ser estava fazendo na minha casa e resolvi ignorá-lo. Somos muito parecidos com nossos humanos, cada um puxou a personalidade de um, o Barthô é muito acelerado, e tudo tem que ser do jeito dele, um pentelho. Eu sou do tipo protetor, preocupado com o mundo e muito mais calmo. Com o tempo todos se adaptaram, hoje nos amamos cegamente...."

15/07/2016   Pirituba


por Ana Barbieri.

Ágata

" Sou carinhosa, sossegada, tenho o pelo muito brilhante e nunca entendi essa gente que tem medo de gato preto! Fui resgatada no meio da rua sofrendo maus tratos. Só ia ficar com meu humano por um final de semana, até ser entregue na minha nova casa. Ele não tinha a menor noção do que fazer com um gato mas se apaixonou por mim e não deixou me levarem embora nunca mais. Eu não tinha nome e de tanto me chamarem de “A Gata” acabou ficando Ágata. Todos os dias lá pelas 5 da manhã nos encontramos no corredor quando ele vai ao banheiro nos saudamos e depois voltamos cada um para a sua cama. A glória é quando ele na volta me leva para a cama dele! ..."

15/07/2016   Bela Vista


por Ana Barbieri.

Raiz

" Eu cheguei na noite de Natal. Como quem não queria nada. Mas como um presente. Fui encontrada pelo Edson o porteiro, que imediatamente lembrou da “senhora do 9º andar que gosta tanto dos bichinhos” e me entregou para ela. No começo foi bem difícil. Tinha muito medo e não sabia o que estava acontecendo. E minha Humana não tinha a menor experiência com cachorros. Já fazem 4 anos e agora ela está totalmente adaptada. Desde que eu cheguei, nunca mais ela dormiu fora de casa. Vamos juntas para os bares, para a praia e casa dos amigos, que eu adoro!!! Somos a sombra uma da outra. O melhor, é que ando sem coleira. Liberdade é tudo! Já fui muito agitada, mas agora estou ficando mais calma. Gosto muito de colo quentinho e ouvir bem de perto a respiração das pessoas. Adoção é isso aí! O máximo! ..."

13/07/2016   Aclimação


por Ana Barbieri.

Miguelito e Carlota Joaquina

" Somos estrangeiros e totalmente adaptados a esta bela cidade e a este país! Viajamos de avião grande quando éramos pequenos para vir para cá. Soy un chico porteño y amo un tango. A Carlota Joaquina nació em Sintra. Una portuguesa com seguridad. Ela é muito buena onda e veio para me fazer companhia. Não há oceano que nos separa más. Somos os reis da casa, mas temos que dividir nosso espaço com mais cinco peixes e dois gatos. O gajo Miguelito é muito meu amigo, mas temos personalidades totalmente opostas, tás a ver? Eu sou como a minha Humana: animada e festeira. E adoro uma coleira vermelha. Miguelito, este porteño, é totalmente diferente, puxou nosso Humano que é calmo, quieto e centrado. Nosso passatempo predileto é passear pelas ruas da cidade, atravessar as passadeiras de peão e observar tudo o que acontece em nosso redor. ..."

01/07/2016   Butantã


por Ana Barbieri.

Chewie

" Meus Humanos estavam há um ano sem cachorro e decidiram me levar pra casa. Fui escolhido por ser o maior e mais esperto da ninhada. Logo que cheguei comi coisas deliciosas, tipo: um controle remoto, uma boina, um tênis, um chinelo, alguns CDs e livros. Tudo lindo e de alta qualidade, ninguém pode negar que tenho bom gosto! Na verdade, era a minha gengiva coçando! Como na minha casa as mulheres são a maioria, meu passatempo predileto é brincar de luta livre com meu Humano. Ele me deixa de castigo na minha casinha quando faço o que não devo. O cara parece ser bravo, mas no fundo não é. As vezes parece que não é, e fica! Atualmente este é meu maior dilema! ..."

21/06/2016   Sumarezinho


por Ana Barbieri.

Greta

"Tem gente que me acha um tanto esnobe. Na verdade, eu gosto mais de ficar na minha e não gosto que fiquem me pegando! Meu Humano fala muito comigo e é um pouco folgado. Pra sacanear, tiro ele da cama todos os dias as seis da matina para me dar água no tanque. Rsrsrs..."

21/04/2016   Bela Vista


por Ana Barbieri.

Maris & Sansa

"Sou carinhosa e um tanto reservada. Quando toca o interfone, saio vazando e me escondo dessas pessoas! A Sansa que chegou muito depois de mim, inferniza minha vida e é o Capeta com sete vidas. Nossa Humana é meio “felícia”, aperta a gente o tempo todo, e o pior, quando está acordada, não me deixa dormir."

20/04/2016   Portal do Morumbi


por Ana Barbieri.

Pio & Nicole

"Somos dois pentelhos sobreviventes! Quando eu cheguei tinha de tomar mamadeira a cada três horas. Até para o trabalho do meu Humano eu ia. Andava escondido de Trem e Metro. Eu sou muito doce e carinhoso e não reclamo de nada. Já a Nicole reclama de tudo, é teimosa e muito independente. Meu Humano é um cara muito chato porque corta o nosso barato e não deixa a gente fazer nada. Ele tem adorado conviver com a gente. Vamos ter de ensinar tudo para este cara!"

22/04/2016   Piqueri


por Ana Barbieri.

Amélie

"Sou extremamente medrosa e me escondo quando chega alguém aqui em casa. Ir para rua, então, é um sufoco. Fico apavorada. Meu Humano tem feito uma espécie de terapia de choque comigo me levando para passear para ver se eu me acostumo. O cara tem os horários mais malucos do mundo, mas eu não me importo. Quando ele chega, pulo sem parar e jogo minha bolinha para brincarmos. Ele é bem rabugento. Diz que eu reclamo muito, mas na verdade ele é bem pior do que eu."

22/04/2016   Vila Madalena